sábado, 19 de abril de 2014

Desabafo 7

Sinto a dor... Desculpem mais é assim que me vejo neste momento. Sentindo a dor daqueles que viveram as dores e perdas da guerra por perto. Aqueles que viram seus esforços como Pais, Filhos e Mães se esvaecerem no tempo... A dor é enorme que me leva a pensar o meu hoje. Que assino guerras com outrem, guerra por dinheiro, mulheres, carros caros, roupas de marca, batons bonitos, fama, amizades momentâneas e outras guerras que gostamos de fomentar hoje... Desculpa mais vez, apenas para escrever e lembrar que hoje não é o dia para falar disso (tenho noção disso), infelizmente meu ímpeto e pensamentos não permitem que faça outra coisa. Os nossos irmãos que viveram no Huambo sofreram amargamente... Viveram momentos que se fosse hoje, eu não aceitaria viver... E nem você. As crianças. As crianças, nem entendiam nada, mas sofriam como adultos, lamentavam como adultos, nem tinham tempo de viver como crianças. Quem as protegia? Quem as levava para passear? Iam à escola? 


Não sei como responder essas perguntas todas. Sinto a dor dos Pais que perderam os seus filhos... Sinto a dor daqueles que perderam os seus bens: depois de muito tempo de luta para conseguir. Não quero ser egocêntrico ou outro nome que queiras dar-me quando leres este pobre post. Apenas quero lembrar a uma verdade, apesar de não viver directamente. Eu sinto a dor dos irmãos que não precisaram de guerra para se entender... Eles, penso eu, sempre quiseram a paz. E aproveito este momento, insólito ou não, para manifestar a minha repugnância total pela guerra (não só em Angola, mas em todos países). Não gosto e nunca mais quero guerra. Essa guerra só estraga nossas vidas, não nos fornece nada de novo e de especial. Guerra maldita, cheia de ódio que só serves para causar desarmonia e dissabores. Não. Não para ti guerra. Não mesmo! 

Ninguém merece viver acorrentado a um medo provocado. É muito pior. É maldoso... Na guerra vive-se? Pergunto eu? Respondam-me. E usa-se armas que ferem nosso corpo levando nossas almas para um lugar desconhecido. Não consigo habituar-me nem por momentos. Não dá para viver em guerra. Não dá mesmo. Guerra não, guerra não. guerra não. O tempo que se usa a pensar em planos de guerra, deviam ser usados a pensar em algo mais proveitoso e produtivo. Com esse tempo perdido, talvez a produção do país estaria melhor, mais sofisticada.

By: P.K.F.A
19-04.2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Desabafo 6


Embora atordoado com alguns factos da vida, eu ainda quero sentir-me pessoa, para saber respeitar os outros e poder dizer que o nosso trono ninguém vai derrubar... Ainda me sinto muito distante de mim, a cada dia esforço-me para perceber aquilo que quero e desejo para a minha vida. As vezes penso que fui muito mal dirigido, por isso, hoje, tenho sérias dificuldades em escolher ou entender aquilo que quero ser no futuro. Muitos dizem eu quero ser X, lutam e conseguem atingir. Mas eu, não estou a encontrar o melhor caminho. Faço votos de que o meu tempo chegue para melhor entender esse ritmo que sigo...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Desabafo 5


Vendo um clipe. E meu pensamento animou-se.
Mulher! Ai, como elas são importantes e cheias de verdade. Transmitem-nos a força suprema que não possuímos. São elas que perpendicularmente sustentam nossa vida, transportam-nos para o céu e escolhem a nuvem mais ''fofa'' para habitarmos. São elas que, vivem por nós, mostram-nos o caminho para o sagrado... Fazem-nos ser de verdade. Apontam os valores supremos que constituem a nossa humilde maneira de viver e encarar a vida. São as mulheres. Ai como elas são especiais...

São as mulheres que em muitos lares e países são julgadas, maltratadas e elevadas ao estado de maltrapilho. Não! Deixem-nas brilhar... são as mulheres que mais sofrem com as doenças contagiosas, são sempre elas as mais vulneráveis. Por quê? Deixam-nas fortalecidas... são as mulheres que estão a sofrer com o cancro da mama. É!. Mulheres que devem ser amadas e fortalecidas, estão a ser mantidas reféns de quereres humanos que não transmitem nada de verdade. Mulher significa verdade... Verdade com vida, vivida com prazer e dando cada vez mais pontapés à nostalgia mal fardada que deseja se impor no nosso seio. Oh, mulheres! Mulheres que sabem assegurar o prazer pela vida, - são elas que entendem melhor esse percurso.

Já está mais do que na hora de devolvermos o lugar delas... De deixar elas mostrarem o que valem... Elas sabem quem deve estar ao seu lado. Elas sabem ser egoístas, hedonistas, mentirosas, sim; elas sabem. Mas ninguém sabe melhor que elas ser especial e amável o tempo todo. Mulheres vocês são a miragem que sempre desejamos ver, por isso, vos procuramos o tempo todo e a todo tempo... São vocês as figuras de estilo mais belas da língua, aquelas a quem desejamos ver bem assentes e aceites neste imenso manancial de viver... Mulher!

By: P.K.F.A
31.03.2014

domingo, 30 de março de 2014

Fora do baralho


Pertenço a um conjunto
Ao meio que me identifico
Pois é lá onde me sustento
E auguro por um futuro ''fino''.

É com eles que me sinto homem
Porque lá confirmo a minha coragem
Instigo o meu ardor sem pensar no ontem
Ambiciono infinidades de prazer
Que elevam meu dom por lisonjearem...

À medida que cresço desapareço de mim
Busco por prazeres novos sem fim
Interrogo-me... Acrescento valores
Que devem estar impregnados...

O conjunto reconhece-me
E a todo tempo busca-me
Permitindo a entrada de diferenças...

No fundo sou eu que não mereço
Não pertenço a este baralho
Não é meu...
Estou constantemente sem endereço.

By:P.K.F.A
28.03.2014

Desabafo 4


Minha esperança. O que faço com ela?
Esperança do outro. Que valor eu dou?
Nem sei onde, ou como começar a esboçar este meu lamento desconhecido. Apenas sei que ela nos fortalece, impõe em nós uma força extra que impele-nos a um patamar imbuído de certezas.

Por isso somos esforçados... Somos curiosos, sobretudo animados a continuar a transformar com prazer e sabedoria a nossa forma de agir e de transmitir os insucessos e sucessos do nosso humilde caminhar. Somos levados a despertar o interesse, a elaborar corolários cheios de axiomas prontos que devem demonstrar vontade de evitar o erro crasso.

É a esperança, pronta ou não, mas que está aí, atenta ao nosso momento de fraqueza e desespero; ela está aí!... Mas não sou o único que a possuo... O que faço com a minha? Uso-a em todos momentos fixos e limpos da minha eterna caminhada para o/um horizonte temporal... E a do outro? Valorizo-a, respeito-a embora não compreendendo a sua extensão ou evolução.

A minha esperança começa onde termina a esperança de outrem.

By: P.K.F.A
28.03.2014

sábado, 29 de março de 2014

Sentimentos...

Meus momentos geram prazer, mil momentos geram fazer...
Meus momentos transformam o fazer, mil momentos derrubam o alvorecer...
Meus momentos fomentam o alvorecer, mil momentos interrompem o entardecer...
Meus momentos acariciam o entardecer, mil momentos fustigam as minhas obras...
Meus momentos revelam as minhas obras, mil momentos invertem o viver...
Meus momentos abraçam o viver, mil momentos enforcam a gentileza...
Meus momentos enaltecem a gentileza, mil momentos ajudam a olhar para as futilidades...
Meus momentos...

By: P.K.F.A
27.03.2014

Desabafo 3


O avesso deixa-me sem verso, e torna-me controverso.
Quero compreender a minha realidade. Promulgar um juízo de valor, que tenha valor, que saia do meu círculo, que saiba romper com minhas convicções sem se importar com as minhas verdades e prazeres sem fim. Quero abordar meus desejos e ter uma reunião, de modo que possamos deliberar sobre assuntos extra-pessoais.

Quero compreender essa realidade que muitos deturpam, causando várias formas de pensamento e desejos que não transformam a importância que ela tem... Astuto sou, e escuto bastante... Por isso, vejo com prazer o horizonte que mira com prazer a miragem que transporta uma beleza enorme e aparentemente sem importância.

Não compreendo algumas verdades... Nem tenciono compreender algumas mentiras... Futilidades são para serem fisgadas sem importância. Atordoado! Quem sabe? A verdade é que a compreensão deve ser interiorizada... Levada a um ponto alto, que tenha um sabor de honra, não de ambiguidade... Aí vai, o clima torna-se expresso e sem esquecer o meu dom desconhecido.
O avesso deixa-me controverso, e torna-me sem verso.

By: P.K.F.A
27.03.2014