domingo, 30 de março de 2014

Desabafo 4


Minha esperança. O que faço com ela?
Esperança do outro. Que valor eu dou?
Nem sei onde, ou como começar a esboçar este meu lamento desconhecido. Apenas sei que ela nos fortalece, impõe em nós uma força extra que impele-nos a um patamar imbuído de certezas.

Por isso somos esforçados... Somos curiosos, sobretudo animados a continuar a transformar com prazer e sabedoria a nossa forma de agir e de transmitir os insucessos e sucessos do nosso humilde caminhar. Somos levados a despertar o interesse, a elaborar corolários cheios de axiomas prontos que devem demonstrar vontade de evitar o erro crasso.

É a esperança, pronta ou não, mas que está aí, atenta ao nosso momento de fraqueza e desespero; ela está aí!... Mas não sou o único que a possuo... O que faço com a minha? Uso-a em todos momentos fixos e limpos da minha eterna caminhada para o/um horizonte temporal... E a do outro? Valorizo-a, respeito-a embora não compreendendo a sua extensão ou evolução.

A minha esperança começa onde termina a esperança de outrem.

By: P.K.F.A
28.03.2014

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