sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Lá se vai o amor

Onde quer que estejas
Quero que saibas que fui sempre eu
Sempre dei o melhor de mim para que a felicidade reinasse
E fiz o que pude para merecer um espaço.

Minha atitude cheia de escrúpulo
Foi invadindo o meu/nosso espaço e tempo
Tornando a vontade abstracta e sem significado
E assim, pude ver o quanto sou amorfo.

Sem medo de errar, sei que já não voltas
O sentimento é pequeno
Foi para bem longe
E agora queres renovar...

E com o espaço que procuras
Pretendes vomitar o ego cambaleante 
Que exige prazeres sem fim.

Como não aceitar?
Se as verdades desse amor estão fora do alcance
Como não pensar?
Se a saudade cobra a tua presença
Como não chorar por dentro?
Se exterior não permite que sintamos a verdade.

Questionamentos profundos invadem o meu imaginar
Sem sombra de dúvidas, amanhã estarei louco
Complexado e cheio de poeiras para limpar
Cheio de anormalidades para compreender.

E assim, devo aceitar e reconhecer que o amor
Já não é o mesmo, mudou de côr
Foi para bem longe. Onde a onda só vai e não volta
Onde o silêncio é o melhor professor.

By: P.K.F.A
02.10.2015
00H50

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