sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Desabafo 33

''Não quero perder tempo''

Aos poucos o mundo vai se mostrando a cada um, como ele é. Basta a pressão de ser adulto se aloje na sua vida, prometendo realização dos distintos sonhos que possuímos quando éramos crianças; e com o tempo, alguns sonhos ganham robustez e outros são esquecidos, por não serem muito úteis as necessidades de um dado momento. Outros sonhos são inseparáveis, andam connosco a todo instante. Fazem parte de nós, movem nossa forma de pensar, ser e estar. É assim que o mundo é. Não sei como lhe falar para mudar. Já o encontrei assim. Não quero ousar lhe dizer para mudar sua forma de actuar. É capaz de atrasar minha caminhada. Mas do que já está? Não quero. Só escrevendo essas humildes linhas, que não têm muito significado já estou a pecar contra um dos seus princípios fundamentais.

Apesar disso, eu sei que tenho uma obrigação (minha tarefa é grande) perante as vicissitudes que me são apresentadas todos dias que levanto. Desde o momento que comecei a ter consciência de que para viver no mundo é necessário fazer sacrifícios, aí comecei a entender a existência do medo nas nossas vidas. O medo as vezes é bom. Não te deixa realizar algumas coisas, é nesta perspectiva. Não estou aqui a defender o medo crónico, longe disso. Mas este não é o meu assunto de hoje.

Continuando... Estando no mundo, precisamos oferecer nosso tempo. Salientando que nos deram de graça, nem sabemos bem de onde veio e como veio e quem trouxe. Mesmo assim, procuramos aproveitar o máximo que podemos. É assim que nos ensinaram. Sobre tempo, podemos falar muitas coisas. A principal e básica é aquela que já conhecemos, o tempo nunca mais voltará a ser o mesmo...

Assim, e por este motivo simples, mas não menos importante, que me levou a desabafar por via das letras.

Por tudo que quero (mos) alcançar, pelos sonhos, pelas vontades, pelas convivências, pelos amigos, pela família, pelas obras, pelas vontades, pelo amor que sentimos e possuímos. Eu quero aproveitar tudo, com tudo e se possível com todos que estiverem comigo nesta longa e oportuna caminhada.

Só não quero que no final me digam que perdi tempo. Nem quero, sentir que perdi tempo. Será a maior tristeza dessa empreitada. Perder tempo significa realizar pouco, por mais que te sintas realizado e confortável nas tuas acções e com tudo que se alcançou. 

Eu não quero perder tempo... Sentir-me-ei triste, confuso e chateado. Entendam, já não terei como regressar, para refazer o caminho e corrigir. O processo não é o mesmo como acontece neste momento que estou escrevendo, se escrever uma palavra errada, posso apagar e corrigir. Com a vida não é assim. Por isso, é necessário não vivê-la como se fosse um rascunho. Digo: - Não terás tempo de passar a limpo. A minha tristeza, quiçá a desilusão começa a nascer quando penso nisso desta forma.

O relógio da vida tem os ponteiros diferente dos nossos relógios convencionais. Portanto, o seu pedido é urgente...

By: P.K.F.A
26.09.2015
00H49

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