quinta-feira, 17 de março de 2016

Desabafo 41

''Uma nota simples''

???
Questionando o nada. Como é possível? Como é possível?
A que extremo chegamos? O mais difícil de ser alcançado, parece-me, mas, mais uma vez, nós (angolanos) conseguimos fintar as bases que nos permitem construir o bem com normalidade natural.

Como é possível? Eu quero respostas concretas. Li, vi muitas reclamações referente ao estado actual do nosso hospital Pediátrico. Ok, até aí, tudo bem. Tenho mais outra questão: Como não ver? Como deixar o hospital chegar até esse extremo? Não têm responsáveis de Stock? Parece que não é momento de fazer perguntas, mas de resolver o problema. Concordo. São essas razões e outras que me levam a fazer estas questões.

E assim, sigo referindo que, as nossas almas estão agarradas a desejos inesperados e de uma elevada indispensabilidade que aos poucos vamos matando as esperanças dos outros. Os frutos, então, onde buscá-los? Já nem estão debaixo da árvore. Amadureceram e caíram em lugares incertos. Quero lembrar somente o seguinte: ''toda acção praticada a uma criança hoje, pode perpetuar uma boa parte do estado da não amanhã.'' Espero que entendam.

Hoje é com as crianças. Com as crianças. E amanhã? É necessário uma intervenção urgente. Desde o pedido da senhora Directora do Hospital, houve comoção geral. É assim sempre. Somos mesmo assim. Sabemos ser solidários, mesmo sem serem connosco. Obrigado a todos que já previam esse problema e se calaram!. Obrigado mesmo!. Se se calaram para que nós víssemos o que estamos a ver agora, vos garanto, não adiantou de nada, nada mesmo. Estamos a falar das crianças. Isso só demonstra a falta de sensibilidade. Não é bom ver um país que volte e meia se mostra ao mundo como bom e cheio de CRESCIMENTO, mas que o nível de desigualdade vai aumentado de maneira frenética. Mesmo com o tal CRESCIMENTO, não preciso ser assim. O abuso hoje atacou as nossas crianças. Estamos a precisar de auxílio urgente.

Luanda, Hospital Pediátrico David Bernadino, as crianças estão a padecer, e o rosto das suas mães vão se carregando de angústias, incertezas, receios, sobretudo, medo.

Não sei ao certo o tempo. Se é de cinco em cinco minutos ou mais, a notícia que poucos desejam ouvir: mais um criança morta. É neste momento que os sentimentos adormecidos acordam e deixam as outras famílias antenadas, e tomam noção de que o problema é mais grave que se pensa (va). Amor ao próximo '' nietê'', alguns trabalhadores dos hospitais estão extremamente desumanizados. A vida para eles perde o valor no dia do juramento. Sem falsas modéstias, uns trabalham de verdade, os que não trabalham nada, que passam o dia contemplando o invisível -, os que mais reclamam. São capazes de isolar a vida dos outros. Outros esquecem de dar a medicação ao paciente, relegando os seus parentes a mendigação do tratamentos. TRISTE REALIDADE.

Hoje são as crianças. As nossas crianças.

Também não vão dizer que é pobreza. Ou outro nome que quiserem atribuir. Não aceito. IGUALDADE DE DIREITOS. Diz a Constituição da República, e mais, garantia das necessidades básicas. Acham que o apelo público é normal? Até que ponto? Em que perspectiva? - Decretem só estado de emergência, é melhor.

Falta de materiais gastáveis...
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Falta de materiais gastáveis...
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Falta de materiais gastáveis...
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Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...

By: P.K.F.A
17.03.2016
22.14

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