domingo, 27 de março de 2016

Desabafo 42



''Pensando na minha terra...''

Enquanto vamos promovendo tudo àquilo que sabemos que nos faz mal: party's, modas, Night's, Staff's, Quebradas e agora, recentemente, em todas bandas, ou quase todas, existe uma placa. Para falar a verdade, de todas que já vi, a que mais me cuió e me deixou num processo de indagação frequente: é a PLACA DOS MAIS QUENTES. Só pergunto qual é o tipo de quentura deles. São quentes de que maneira? A quentura vem de onde? Epá, prontos, eu estava bebado e tonto, lembrando um pouco o filme de Heavy C. É peculiar a capacidade que temos de criar grupos para marcar encontros de diversos carismas e formaturas. - Cada um com a ideia dele e com o tempo que lhe foi proporcionado. Dirão alguns. Então vamos só usar...

Em meio a frequente inconsciência que adquirimos sei lá onde. Aproveitamos para abusar da nossa própria capacidade de criação. O país, parece, está mergulhado num mar que foi criado pelos seus filhos. Eu também. Assim, escrevo, nós devemos abrir-se, permitir a nossa vontade manifestar-se doutra maneira. Vamos, e sempre que possível, louvar iniciativas boas, construtivas que favoreçam a vida do homem em todas dimensões: igualdade de direitos, segurança, possibilidade de realizar o seu próprio projecto de vida, saúde, EDUCAÇÃO entre outros... Cada um à sua maneira pode fazer um muito saudável e agradável para justificar a mudança que todos queremos para Angola.

Há poucas semanas, meses, lutávamos, e continuamos na mesma senda até hoje, para travar o grande surto de doenças que assolou o nosso país, onde muitas pessoas perderam a vida. E mesmo assim as soluções parecem ser sempre insuficientes, apesar do esforço empreendido. Agora, estamos a lutar, novamente, com o LIXO. Qual lixo? Campanhas massivas de limpeza foram realizadas em muitas artérias da cidade de Luanda. Aplausos para todos nós que participamos. Esse bater de mãos, que produz em som agradável se estende especialmente para todas pessoas de boa vontade que diariamente, na sua jornada, esforçam-se em não atirar pápeis, latas, garrafas, bidons, sacos entre outros dejectos na via pública. Para a nossa cidade, um facto interessante e de outra galáxia. A vocês as minhas mães exclamam esse som de agradecimento eternamente. Voltando à campanha. Foi muito bem pensada. Só hoje? É apenas uma pergunta. Esperamos nos causar tantos danos para aprendermos? É só mais outra pergunta. Sem mágoas. Com certeza o trabalho foi bem feito, cumprido com o plano. E ontem? Onde estávamos? Já deviámos tê-lo feito há bastante. Respeito o esforço empreendido neste momento, e louvo bastante, tanto mais é que estou e vou participar, o país, ou melhor a província também é minha. Mas tudo bem. FORÇA A TODOS. VAMOS CONSEGUIR ELIMINAR OS LIXOS NA NOSSA CIDADE. E ACABAR COM AS DOENÇAS. VAMOS E VAMOS. SOMOS ANGOLANOS, FORTES!!!

E aos poucos, apesar da crise do petróleo o nosso país vai apresentando os índices de CRESCIMENTO ECONÓMICO. E todos defendemos que o nosso país cresceu bastante. Até já estamos a pensar na diversificação da Economia. Boa coisa!!! Quero apenas que pensem nisso: ''O crescimento económico é condição necessária e não suficiente para promover o desenvolvimento humano. Há países que continuam com elevadas taxas do PIB, mas que continuam a apresentar crescimento sem criação de postos de trabalho suficientes, aumento do fosso entre ricos e pobres, restrição das liberdades políticas, civis e económicas, falta de respeito pelas tradições e culturas dos povos, uma má utilização dos recursos pondo em causa as necessidades das gerações futuros.''

Aos poucos vamos absorvendo as verdades que precisamos. E a primeira, caríssimos que eu vejo ser importante é a MUDANÇA DAS NOSSAS CONSCIÊNCIAS. Por isso, sugiro que a campanha de limpeza, fosse dupla, acompanhada de uma forte campanha de sensibilização sobre o tratamento do LIXO. Nada de brincadeiras. Podemos limpar hoje, colocar placas de proibição, nada vai mudar se os vizinhos não quiseram mudar a sua forma de actuar. Muitos pensam assim: - Se dentro da minha casa está limpo, fora não interessa. É só ver o que aconteceu. As doenças também vieram de fora. E infelizmente, as mais afectadas,parece que foram as crianças. LIXO NO CHÃO DA CABEÇA, NÃO. LIXO NOS PASSEIOS, ESTRADAS TAMBÉM NÃO...

By: P.K.F.A
27.03.2015


19H55

quinta-feira, 17 de março de 2016

Desabafo 41

''Uma nota simples''

???
Questionando o nada. Como é possível? Como é possível?
A que extremo chegamos? O mais difícil de ser alcançado, parece-me, mas, mais uma vez, nós (angolanos) conseguimos fintar as bases que nos permitem construir o bem com normalidade natural.

Como é possível? Eu quero respostas concretas. Li, vi muitas reclamações referente ao estado actual do nosso hospital Pediátrico. Ok, até aí, tudo bem. Tenho mais outra questão: Como não ver? Como deixar o hospital chegar até esse extremo? Não têm responsáveis de Stock? Parece que não é momento de fazer perguntas, mas de resolver o problema. Concordo. São essas razões e outras que me levam a fazer estas questões.

E assim, sigo referindo que, as nossas almas estão agarradas a desejos inesperados e de uma elevada indispensabilidade que aos poucos vamos matando as esperanças dos outros. Os frutos, então, onde buscá-los? Já nem estão debaixo da árvore. Amadureceram e caíram em lugares incertos. Quero lembrar somente o seguinte: ''toda acção praticada a uma criança hoje, pode perpetuar uma boa parte do estado da não amanhã.'' Espero que entendam.

Hoje é com as crianças. Com as crianças. E amanhã? É necessário uma intervenção urgente. Desde o pedido da senhora Directora do Hospital, houve comoção geral. É assim sempre. Somos mesmo assim. Sabemos ser solidários, mesmo sem serem connosco. Obrigado a todos que já previam esse problema e se calaram!. Obrigado mesmo!. Se se calaram para que nós víssemos o que estamos a ver agora, vos garanto, não adiantou de nada, nada mesmo. Estamos a falar das crianças. Isso só demonstra a falta de sensibilidade. Não é bom ver um país que volte e meia se mostra ao mundo como bom e cheio de CRESCIMENTO, mas que o nível de desigualdade vai aumentado de maneira frenética. Mesmo com o tal CRESCIMENTO, não preciso ser assim. O abuso hoje atacou as nossas crianças. Estamos a precisar de auxílio urgente.

Luanda, Hospital Pediátrico David Bernadino, as crianças estão a padecer, e o rosto das suas mães vão se carregando de angústias, incertezas, receios, sobretudo, medo.

Não sei ao certo o tempo. Se é de cinco em cinco minutos ou mais, a notícia que poucos desejam ouvir: mais um criança morta. É neste momento que os sentimentos adormecidos acordam e deixam as outras famílias antenadas, e tomam noção de que o problema é mais grave que se pensa (va). Amor ao próximo '' nietê'', alguns trabalhadores dos hospitais estão extremamente desumanizados. A vida para eles perde o valor no dia do juramento. Sem falsas modéstias, uns trabalham de verdade, os que não trabalham nada, que passam o dia contemplando o invisível -, os que mais reclamam. São capazes de isolar a vida dos outros. Outros esquecem de dar a medicação ao paciente, relegando os seus parentes a mendigação do tratamentos. TRISTE REALIDADE.

Hoje são as crianças. As nossas crianças.

Também não vão dizer que é pobreza. Ou outro nome que quiserem atribuir. Não aceito. IGUALDADE DE DIREITOS. Diz a Constituição da República, e mais, garantia das necessidades básicas. Acham que o apelo público é normal? Até que ponto? Em que perspectiva? - Decretem só estado de emergência, é melhor.

Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...
Falta de materiais gastáveis...

By: P.K.F.A
17.03.2016
22.14