''2 de Novembro: dia dos fiéis defuntos''
Torturar os sentimentos... Mudança na forma de actuar. Procurámos entrar no nosso âmago para compreender os funcionalismos da vida.
Hoje o mundo vive e relembra todas seres viventes que já não fazem parte deste mundo. Aqueles que partilharam momento de alegria, tristeza, preocupações etc. O carinho hoje deve ser demonstrado, não do mesmo jeito, mas pensar que eles iriam querer receber este carinho que não cabe em nós. Os nossos ente queridos merecem estar presentes em nossas vidas. Não deixam de fazer parte da nossa família porque partiram. Eles merecem um espaço, eles, com certeza, onde quer que estejam procuram por um encontro. Todos nós um dia, já não faremos parte deste mundo. O que nos é pedido hoje é que olhemos para esquerda e para a direita, apesar de sabermos que estes não estão, assim, «hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações».
- A todos que um dia estiveram neste mundo quero enviar o meu humilde agradecimento por participarem nesta grande empreitada. Sei que também tiveram os seus defeitos, questionaram a razão de estarmos neste mundo, procuraram ser boas pessoas; deram o vosso máximo para a construção de um mundo cada vez mais digno. Espero que aí onde vocês estão consigam romper com as barreiras implantadas na vida de cada um e peço que se algum dia vos ser permitido pelo Senhor que nos controla, dêem uma volta nesta terra e nos avisem, falem sobre a nossa forma de viver, garanto-vos que será a melhor palestra, a melhor conferência. Espero estar aqui para participar!.
E nós que ainda estamos aqui!? Que valores devemos cultivar? Devemos deixar os constrangimentos de lado. Procurar fornecer aos outros os carinhos necessários e suficientes para a construção desta obra digna de ser preservada, pois, não seremos os únicos a participar, é necessário deixarmos o caminho aberto e limpo de impurezas para os outros. Neste momento. a parcialidade não deve ser nossa amiga. Queremos e devemos buscar as coisas boas dos nossos ente queridos. Não foram assuntos programados. Todos dias, e hoje em especial, choramos pelo que partiram.
É necessário nos desfazermos de tantas coisas para compreendermos o mistério da morte, mas nem com isso conseguimos tirar ilações sérias e certas sobre esse fenómeno humano que condiciona de certa forma a nossa forma de viver. A morte é um acontecimento forte e permiti-nos valorizar esse sopro de vida. Morrer, hoje parece algo normal. Não, não mesmo!. Pode até ser uma condição. Um acontecimento que todos humanos estão sujeitos a passar. - Aos meus olhos de homem, morrer nunca vai ser normal. Com a morte perdemos muito. Desculpa se estou a ser paradoxal... Morrer causa um vazio enorme na vida das pessoas. Morrer é deixar de existir, não participar mais das vivências deste mundo, é não estar mais onde os outros estão, deixar de contribuir para a evolução. Morrer, com certeza é triste.
A morte é sempre um dúvida, uma incerteza... Por isso, é importante que relembremos destes homens que connosco participaram desta grande empreitada que é viver. Eles merecem essa nossa atitude. Devemos lembrar daqueles que nos fizeram felizes, sabendo que a dor da morte é distinta para cada ser humano. O peso da ausência que sentimos por um irmão, amigo, pai, mãe, tio que já não está connosco é difícil de se levar.
Para todos, decerto que são todos, que perdemos alguém querido desejo que a transcendência nos ensine a viver com este vazio.
Dedicado a todos que já partiram.
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