sábado, 15 de agosto de 2015

Amar com significado

Amar com plena certeza
Amar sem pensar na fraqueza
Amar para ter destreza
Amar para conhecer a realeza.
Amar para construir pontes
Amar para conhecer as fontes
Amar para possuir conhecimentos
Amar para evidenciar momentos.
Amar para ter vontade
Amar para sentir saudade
Amar para esquecer as futilidades
Amar para engrandecer as verdades.
Amar para obedecer vivamente
Amar para conhecer a mente
Amar para ter coragem
Amar para decifrar miragem.
Amar para sofrer perdas
Amar para entender as quedas
Amar para poder lutar
Amar somente para flutuar.
Amar com compromisso
Amar sem olhar para o omisso
Amar é sentir a meiguice
Amar...
By:P.K.F.A
15.08.2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Oração

Dirijo-me a ti, ó omnipotente
Faça de mim um ser presente
Que sabe escutar
Que consegue animar a tua obra
Sem pensar nas benditas dificuldades.

Ó omnipotente:
Escuta este teu filho desobediente
Transforma-o, faça dele um ser bondoso
Para melhor cumprir com os mandamentos
E assim, poder partilhar a verdade do seu amor.

Não quero fingir sentimentos
Os ressentimentos, meu coração rejeita com precisão
Quero apenas contribuir
Quero partilhar com emoção
As verdades que correm nas veias.

Ó omnipotente:
Não deixa este teu filho perecer
Corre o risco de desaparecer
O seu falecimento interior é agudo
Dá-lhe uma oportunidade: uma bênção.

Quero arrancar os ódios do meu peito
Insistem em manchar o meu leito
Não quero mais perpetuar os horrores
Só quero sentir a doçura do teu abraço.

Ó omnipotente:
Olha por este filho desnaturado
Que insiste em abandonar o seu espaço
Nem olha para trás
Sai, e vai encolhendo os ouvidos.

Estou disposto a apresentar queixa
Para encontrar a chave desta fechadura
Que dura em meu coração
Manchando de preto as minhas adorações...

By: P.K.F.A
17.06.2015
Luanda-Angola
Em casa


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Desabafo 31

"Ouvido aguçado"

Num daqueles dias em que o corpo pede alguma coisa... Que a mente já está bué cansada e que a vontade é somente estar no silêncio, e com o silêncio, desfrutando das belezas que ele pode proporcionar, decide sair de casa: andar um pouco pelo largo do Alameda. Na sua imensa escuridão, olhando da ponta da rua, parecia um autêntico túnel; e vos garanto que não tinha nenhuma luz no fundo, pior na situação em que me encontrava. Já estava tudo escuro em mim, e a caminhar numa zona escura, que soluções eu procurava? Que soluções procurava? Não sei. Por isso estava eu naquela lugar da procurar a melhor forma de resolver as ''makas'' que me assolavam naquele exacto momento.

Digo: os nossos ouvidos não param de funcionar mesmo que estivermos tristes ou sombrios. Não estou a querer justificar o que vou contar agora, mas é a realidade. enquanto caminhava, e como vocês sabem, o parque é um lugar público, vinham duas senhoras também a conversar e por sinal muito alto.

 - Fulana 1 - Eu mesmo com essa idade sou mal comportada? Isso até é abuso. Quem é aquele miúdo para me chamar atenção? No mínimo ele tem confiança. Vai me chamar atenção a mim.
 - Fulana 2 só escutava e confirmando meneando a cabeça, sinalizando positivamente.

E eu, do outro lado, na minha linda confusão de pensamentos e atento ao que se passava ao meu redor, questionei-me: será que um menor não pode chamar atenção a um adulto? Porque os adultos não gostam que os menores lhes exortem? Como viram, com certeza a senhora estava a reclamar de um menor, em relação a ela, pelo menos. Atendendo a nossa Cultura, as crianças devem sempre se colocar no lugar delas... Cena Dicotómica, para alguns, me parece. Olhando para os nossos tempos devemos nos adaptar. Os menores também têm ideias. Entendem as coisas. E o Altíssimo, dotou cada um de nós de inteligência suficiente para saber discernir algumas coisas da vida. Os adultos, com certeza têm a experiência por terem vivido mais tempo. Mas não significa que não podem errar no falar ou no agir. A vida é cheia de coisas complexas. E as suas soluções podem advir de vários lados. E nas nossas relações inter-pessoais, há a necessidade das pessoas ouvirem um ao outro. Prestar atenção naquilo que desejam, pensam e querem num determinado momento. E isso tudo os menores também têm: são pessoas.

Nada de banalizar o esforço dos outros, entretanto, precisamos abrir-nos para algumas diferenças existentes no mundo. Especialmente das pessoas. E os menores não fogem as regras. Não devemos deixar cair isto para o lado da discriminação. É necessário deixar as pessoas exporem os seus pensamentos, independentemente do seu estatuto ou posicionamento na sociedade.

By: P.K.F.A
03.08.2015