A cidade escondida e si mesma
Onde algumas peripécias tornam-se efémeras
Procurando invadir o recôndito desconhecido
Das entranhas desta cidade que se constrói.
Cidade repleta de cores
Que demonstra alegrias superficiais
De todo agudas, sem se importar com as flores
Que imploram para exalar o seu cheiro.
Nas almas fortes dos homens que florescem
É esta Luanda,
Onde a amargura adormecida
Fomenta linguajares,
Trazendo para si o hiper desconhecimento
De si mesma...
É a Luanda que acolheu,
Que ainda acolhe os seus filhos biológicos
E adoptivos com carinho maternal
De modo que se atinja o apogeu
Que se espera por toda mãe.
Ó Luanda,
Quantas cenas já viveste?
Ver-te chorar, inibe meus olhos
Sufoca as minhas lágrimas.
Vejo-me, sinto-me
Um carrasco pelo teu envelhecer estrutural
Que combina com o conjuntural,
Deixando-me perto de uma hecatombe presencial...
Luanda...
Ó Luanda,
Quanta iluminação precisas?
Será que a nossa imaginação é tão curta?
Que não percebe as verdades que flutuam
No teu viver eterno e com singularidade exemplar...
By: P.K.F.A
30.06.2014
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