sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Never Stay alone

Never...
Assim: busco entender o anoitecer
Para saber cobiçar o alvorecer
E buscar com paixão o entardecer
E melhor minha relação com o amanhecer...

Estou avido por encontrar minha eloquência
O mundo apresenta-me diversas formas de violência
Mas o meu coração é forte demais e não quer controvérsias
Ele deseja encontrar paz que derruba as falácias.

Quero tanto esta perto de ti
E doar o meu corpo, sem pensar na partida
Quero tanto ensinar-te a ouvir os meus passos
Para melhor conquistar minha herança de amor...

Never...
Assim: fomento dizeres que semeiam a coragem
Do homem que não entende, e tem medo da miragem
E deseja conquistas o além
Mesmo que as palavras voem...

E assim procuro encontrar o melhor lugar
O melhor espaço, no meu encanto perfeito
Que procura consolar a dor que vive em mim
Sem esquecer o vazio que insiste viver no meu coração...

By: P.K.F.A
20.12.2014

Desabafo 26

Amor: o nosso primeiro guia

Hoje mais uma vez venho derramar as minhas pequenas linhas sobre este tema, mas que um tema, é um sentimento humano. Sentimento que carrega as cores que abrilhantam os enigmas que vigoram na mente e na forma de agir do homem, tanto o perturbado como o calmo. Todos precisamos de um pouco de amor para dar ás aos nossos afazeres diários... E o tempo nos permite entender com uma certa verdade o que quer dizer o amor na sua eterna magnitude e nas diversas formas que ele pode manifestar-se. É o amor que nos impele ao fazer, ao ter, ao querer e à humildade. Amor que serve de pilar, não de muleta ( como muitos pensam e desejam que assim seja), é sustento da nossa vida e do nosso querer de homens batalhadores. Hoje quero falar do amor que carrego mas não entendo...  - mas que o experimento todos dias da minha eterna vida aguda. Amor que nos tira da fadiga... Amor é sincero, tira as nossas culpas, e se oferece sempre para adornar o nosso tempo com a vocação que lhe é peculiar. Esse é o amor.

Eu quero falar do amor que eu encontrei na terra. Quero falar do amor que meus pais me ensinara. Quero falar do amor que aprendi nas ruas da minha cidade. Quero falar do amor que recebi dos meus amigos. Quero falar do amor que obtive através do olhar que transmito às pessoas e do amor que as coisas transmitem-me. Quero falar do amor que tenho pelas coisas. Quero falar do amor que doí no meu coração. Quero falar do amor que me ajudou a cavar buracos sombrios em mim, mesmo nos momentos em que me senti mais sóbrio na minha vida. Quero falar do amor que nutro pela transcendência. Quero falar do amor que aprendi a ter pela terra que me acolheu. Quero falar do amor que me tornou um homem bom. Por quê? Quero falar do amor que ensinou-me a abduzir outros sentimentos que acho pouco importantes para o meu viver de homem pacato. Quero falar do amor que é amor. Quero falar do amor desinteressado. Quero falar do amor de homem para homem ( não da homossexualidade, só para esclarecer) Pergunto:Esses amores são iguais? Nos relacionamos com ele da mesma maneira? Esse amor nos transmite o mesmo recado? Com enfrentar esse amor que desfaz demais? Quem é esse amor? O que é esse amor? Qual é o seu nome?

Muitas perguntas se colocariam para falar do amor. Enquanto tema de debate, sempre chegamos numa situação em que muitos não sabem mais o que dizer. Então debater sobre o amor é em vão. Será? Acho que não. Mas o amor não se serve só de palavras. O amor necessita de complemento. Ele se completa com as acções, quer dizer, o amor sente-se contente quando, nós, pessoas que o utilizamos com muita frequência combinamos: palavras e acções que transbordam ele mesmo, ''amor''. O amor sabe como situar-se, sabe como enfrentar barreiras ( já ouvi esta frase milhares de vezes), mas como enfrentar essas barreiras? Como dar asas para esse amor voar, se as barreiras estão aí? 

Eu só sei que o amor é bom. Um sentimento que irradia e enche o nosso coração de homem e o deixa maravilhado e com muito prazer de continuar a contribuir para este enorme mundo. Eu sei que o amor ensina-me a viver e a conviver com os meus próximos de maneira que eu consiga rever sempre que possível minha maneira de contribuir na construção deste mundo e deste grande ser que sou. - É só minha opinião. O amor é vivo, especialmente quando abrimo-nos ao conhecimento contínuo de nós mesmos para depois compreendermos os outros que nos circundam. O amor fornece verdades e refuta as cópias. O amor sabe doar e envolver-se com favor e doutrina séria.

 Amor não é um dogma. Que pode agregar muitos apologistas e ao mesmo tempo várias controvérsias. O amor ensina o homem a viver e a completar um ciclo de vida. Permite ao homem projectar a vida, e com os ensinamentos fomentar novos prazeres com a vida. Amor sabe orientar na caminhada. Amor dá atenção. Amor faz de nós pessoas e seres com paciência, não mórbida, mas atenta aos prazeres que a vida nos proporciona. amor não nos deixa cair no abismo, mesmo quando estamos ou nos sentimos errantes. Amor sabe como encontrar o nosso fraco e trazer o forte que deve caracterizar-nos... O amor sabe ser amor.

By: P.K.F.A
20.12.2014

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Simplicidade

É a eterna maneira de ouvir o bem
A voz que está encubada, que brilha
Ter capacidade de sentir a imagem da vida.

Conseguir examinar mentes,
Permitir o crescimento do dom adormecido
Que deve crescer com razão, de forma indomável
De modo que o homem viva com paciência.

Perceber o caminho carregado
Por um passado pesado.

Ouvir o olhar do homem que clama
E sentir a dor da chama que queima
Entender a alma que acalma
E obrigar-se a colher com ''fama''.

Simplicidade é sentir-se aberta
Às vontades, não somente à facilidades
Embora o que conta é a força que fulmina.

É uma boa maneira de corrigir nosso esforço
Sem pensar em falir nossos ressentimentos
Que em muitos momentos enrola-se no tempo
Sem perceber as atitudes fajutas.

Simplicidade é saber elevar a alma
Corrigir atitudes e falas que torturam
Adornar nossa eterna vida com paixão.

By: P.K.F.A
14.08.2014



Luanda


A cidade escondida e si mesma
Onde algumas peripécias tornam-se efémeras
Procurando invadir o recôndito desconhecido
Das entranhas desta cidade que se constrói.

Cidade repleta de cores
Que demonstra alegrias superficiais
De todo agudas, sem se importar com as flores
Que imploram para exalar o seu cheiro.

Nas almas fortes dos homens que florescem
É esta Luanda,
Onde a amargura adormecida
Fomenta linguajares,
Trazendo para si o hiper desconhecimento
De si mesma...

É a Luanda que acolheu,
Que ainda acolhe os seus filhos biológicos
E adoptivos com carinho maternal
De modo que se atinja o apogeu
Que se espera por toda mãe.

Ó Luanda,
Quantas cenas já viveste?
Ver-te chorar, inibe meus olhos
Sufoca as minhas lágrimas.

Vejo-me, sinto-me
Um carrasco pelo teu envelhecer estrutural
Que combina com o conjuntural,
Deixando-me perto de uma hecatombe presencial...

Luanda...

Ó Luanda,
Quanta iluminação precisas?
Será que a nossa imaginação é tão curta?
Que não percebe as verdades que flutuam
No teu viver eterno e com singularidade exemplar...

By: P.K.F.A
30.06.2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Desabafo 25

Distraído pelas falácias do amor
O que são falácias? Ruído. Sim. E se é um ruído, um barulho que ninguém aguenta, significa que não permite que a informação circule da melhor maneira. É isso mesmo. E são este ruídos que nos deixam distraídos, pois, carregam consigo uma luz que ilumina alguma parte da nossa vida, do nosso momento, por isso, temos e damos algum tempo (inho) para ouvir, ver e falar as ditas falácias. E hoje, o assunto que mais tem carregado falácias é antigo, e enorme na sua concepção. Particularmente, digo-vos: já o encontrei, mas entendo que é importante transportá-lo para nossa vida, só assim estaremos a construir um caminho com verdade. Estou a falar, ou a querer debruçar alguma coisa sobre o «amor». Amor que não tem definição certa, mas que todos querem sentir. Esse sentimento é fantástico.
Em muitas ocasiões, temos prestado atenção nas pessoas e coisas que nos rodeiam ou que nos pertencem, e damos algum valor a elas. Assim, conseguimos formatar nossa consciência no que toca a existência dessas coisas e pessoas. E assim vamos fazendo com tudo aquilo que entra e sai da nossa vida. E ao longo do tempo vamos valorizando cada vez mais. Neste caso, aprendemos o grau de beleza e de sentimentos que colocamos em cada coisa ou pessoa. ( Outro dia falaremos da relação pessoa e coisa) Entre as coisas e as pessoas, qual devemos ter mais amor? Qual delas no causa maior vontade de viver? Porque sem ser e sem ter as vezes nos sentimos vazios até ao ponto de cometer algumas ageneiras? Será amor? Com o amor as pessoas vão se configurando,dão o seu melhor a todos, fomentam verdades...
Continua...
By: P.K.F.A
06.12.2014