domingo, 17 de novembro de 2013

Será que tem título?



Quero crer em mim, crescer em mim, conhecer-me, ver-me por dentro e poder entender o que se passa comigo; sem destruir meu exterior.

A minha guerra interna é infernal e quiçá, eterna... As balas e outros engenhos explosivos usados nesta guerra só provam que o mal não tem boas obras... Alguns dos meus órgãos já estão mortos por pisarem nessas minas. Só quero entender como elas foram plantadas em mim. Essas minas disseminam seu estrondo no meu ser, desarticulando a obra prima do meu Senhor.

No momento, a reflexão bate a porta, pede uns minutos, mas não lhe é concedida. Este acordo de paz, está sendo violada. A aceitação é minúscula. Meu senso está moribundo... Espero que não desista. Se sucumbir, estarei perdido. Sem ela, não tem por quê continuar está guerra.

O bombardeio é intenso, continuo. Meu arqui-inimigo é super tendencioso. Não perde a chance de ferir-me. Parte para cima de mim com todo seu arsenal. Seu desejo é tomar conta de todos meus órgãos. Quer tomar conta do meu estômago para regular o que como, quer tomar conta do meu pulmão para dar conta do que respiro, quer tomar conta do meu fígado para poder filtrar... Infelizmente, não posso deixar que tomes conta do meu coração e do meu cérebro... São meus órgão de condução. Vou protegê-lo com a vida e na morte. Quero estar com eles até os confins da terra e até o limiar da minha eterna vida.

Essa guerra parece não ter fim... Dura desde o momento que me sinto homem, ou seja, a partir do momento que me sinto homem, que me sinto capaz de julgar (-me), de tomar consciência dos meus actos, e de poder ouvir e obedecer...

Será que existe alguma coisa de positiva na guerra? É uma das coisas que quero descobrir. Minha guerra interior complica-se cada vez mais... Tomara que meu arsenal não acabe, e que minha forças sejam carregada para conseguir assumir o comando até o final. Final este que desconheço.

By: P.K.F.A
17.11.13

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