Não sei como responder essas perguntas todas. Sinto a dor dos Pais que perderam os seus filhos... Sinto a dor daqueles que perderam os seus bens: depois de muito tempo de luta para conseguir. Não quero ser egocêntrico ou outro nome que queiras dar-me quando leres este pobre post. Apenas quero lembrar a uma verdade, apesar de não viver directamente. Eu sinto a dor dos irmãos que não precisaram de guerra para se entender... Eles, penso eu, sempre quiseram a paz. E aproveito este momento, insólito ou não, para manifestar a minha repugnância total pela guerra (não só em Angola, mas em todos países). Não gosto e nunca mais quero guerra. Essa guerra só estraga nossas vidas, não nos fornece nada de novo e de especial. Guerra maldita, cheia de ódio que só serves para causar desarmonia e dissabores. Não. Não para ti guerra. Não mesmo!
Ninguém merece viver acorrentado a um medo provocado. É muito pior. É maldoso... Na guerra vive-se? Pergunto eu? Respondam-me. E usa-se armas que ferem nosso corpo levando nossas almas para um lugar desconhecido. Não consigo habituar-me nem por momentos. Não dá para viver em guerra. Não dá mesmo. Guerra não, guerra não. guerra não. O tempo que se usa a pensar em planos de guerra, deviam ser usados a pensar em algo mais proveitoso e produtivo. Com esse tempo perdido, talvez a produção do país estaria melhor, mais sofisticada.
19-04.2014