segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quero muito.

Quero muito acertar.  - Quem não quer?
 - As oportunidades, são feitas para todas as pessoas, diz o autor «é uma das coisas que não volta».
Quero muito aproveitar. - Quem não quer?
- Estamos todos pedindo que as nossa vontades sejam satisfeitas, contudo, cabe a nós saber apreciar as coisas boas da vida.
Quero muito encontrar. - Quem não quer?
Encontrar os elementos essências para a manifestação das nossas vontades aos outros, e a nós mesmos.
Quero muito dar? - Quem não quer?
Fazer-se feliz, e sentir-se feliz. Os outros também merecem, e nós fomos feitos para suprir as pequenas necessidades de cada um.
Quero muito informar. - Quem não quer?
 - Sentir que estou a contribuir para o bem-estar da colectividade.
Quero muito inovar.  - Quem não quer?
- Disse Baden Powel: «Deixa o mundo melhor do que encontraste». Sempre temos a oportunidade de trazer ao mundo o que é novo e bom para os nossos. Vamos para frente, e não desanimemos.

Não sei, se fui claro, o suficientemente claro, mas tu entenderás a mensagem que desejo transmitir, pois, um dia já sentiste alguma dessas coisas na tua vida.
Sempre precisamos fazer um encontro pessoal ou impessoal (me refiro aos seus/meus sentimentos). Vamos continuar, e podemos sempre criar um mundo melhor, assim como Jesus Cristo o quis quando veio ao mundo mostrar-nos o plano salvífico de Deus.
Contudo, nos encontraremos lá, onde todos conhecemos, mas não sabemos como é.
Abraços fraternal.

By: Kiadiakianganicó Diakiangani

P.K.F.A

13/02/2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Contos da Vida

A fuga

               
Passava das quatro da madrugada quando desligou o computador. Nos últimos meses sua vida transformara-se num tormento. Não definia mais o que era real e o que era  virtual. Não conseguia dar conta dos mais de três mil amigos das redes sociais. Passava o dia tentando ser simpático a todos que lhe mandavam mensagens.

Tinha mais de 50 namoradas virtuais. No início, até  era   divertido, alguns meses  depois,    sentiu-se enfastiado. Saía com mulheres diferentes, todos os dias.  Não conseguia  satisfazer a sede de amor feminina. Era muita candidata  mandando SMS. E-mails.   Xingando-o  nas redes sociais.  Por vezes, acreditava ter perdido a capacidade de amar.  A vida virara do avesso.  O chefe o demitiu. Não conseguia entregar os projetos dentro do prazo.

 Desempregado, a obsessão virtual aumentou.  Dormia de madrugada.  Acordava  cedo e ligava o computador.  Precisava saber das novidades.  Ficaria apenas uma hora. Pensava. Só que, falava com um , com outro, e quando olhava o relógio , era  hora do almoço. Comia pouco.  Esquecia   de jantar. Muita coisa para fazer no mundo virtual. Ler as notícias. Selecionar as mais importantes. Escutar música. Dar opinião nos assuntos mais polêmicos do momento.  Responder aos amigos.

A mãe reclamava que ele sumira da casa dela . Bebia uma cervejinha na frente do computador.  Ir ao banheiro era um sacrifício. Segurava até o último momento. Prendia a respiração. Culpa da ansiedade. Não podia perder tempo.   Mais de cem e-mails para responder. A cabeça girava.  O  msn piscava demoníaco . Até a mãe pediu autorização .

  Reencontrara , nas redes sociais, amigos de infância. Do mesmo prédio. Colégio.  Um destes amigos, coleguinha de turma,  um branquelo, que usava aparelho nos dentes, atualmente casado, pai de  dois meninos,  queria saber  se  ele colara na prova de português sobre análise sintática. Ele foi o único a tirar dez na turma. Não lembrava.  Faria  alguma diferença lembrar   ? Teve vontade de  gritar.  Sentiu pela primeira vez, que precisava se desligar do mundo .  Planejara milimetricamente  a liberdade  .  Morreria virtualmente. Com o dinheiro da indenização,  viajaria para um lugar distante. Com dificuldade de acesso a internet .  Adeus Bill Gates.  Steve Jobs.  Zuckerberg . Branquelos e namoradas carentes. Queria reencontrar a identidade. Sentir novamente,  o gosto da liberdade.

Fonte: contosdavidareal.blogspot.com
Autora: Celamar Maione